
A CDHU lança a segunda edição da Copa CDHU, um torneio de futebol que une 425 atletas de conjuntos habitacionais de São Paulo. A competição, que começa em outubro, foca no desenvolvimento social e esportivo, com categorias masculinas e femininas que prometem revelar novos talentos para o profissional.
A Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) inicia, em outubro, a segunda edição da Copa CDHU de Futebol. O torneio conta com 17 equipes e 425 atletas inscritos, com o objetivo de destacar jovens talentos de conjuntos habitacionais da capital paulista e ampliar suas chances no mundo esportivo.
Nesta nova temporada, o campeonato é dividido em duas categorias principais. No masculino, a disputa é na categoria Sub-15, reunindo 11 equipes. No feminino, os jogos envolvem a categoria Sub-18, com seis times na briga pelo título. Os grupos são formados por adolescentes de diversos bairros da Zona Leste e da Zona Sul de São Paulo.
- O torneio reúne 17 equipes e 425 jovens atletas de São Paulo.
- A categoria masculina é Sub-15 (11 times) e a feminina é Sub-18 (6 times).
- Elencos masculinos exigem ao menos 5 jogadores de conjuntos habitacionais.
- A abertura oficial ocorre em 17 de outubro no Tatuapé.
- A pesquisa mostrou que 36,5% dos atletas moram em habitações da CDHU.
Inscrições e critérios de formação dos times
Para garantir que a Copa CDHU mantenha sua conexão com os conjuntos habitacionais, existem regras específicas para a formação das equipes. Todos os elencos masculinos precisam ter pelo menos cinco atletas que residam em unidades da CDHU ou da Cohab. No caso das equipes femininas, a exigência mínima é de três atletas com essa mesma condição de moradia.
Essa regra reforça o caráter social do evento, assegurando que os benefícios da prática esportiva cheguem diretamente às comunidades atendidas pela política habitacional do Estado. A seleção rigorosa visa identificar promessas do futebol que podem, futuramente, ser contratadas por clubes profissionais ou formadores.
Calendário de jogos e locais de disputa
A cerimônia de abertura da competição está agendada para o dia 17 de outubro. O evento inicia às 10h no Centro Esportivo Brigadeiro Eduardo Gomes, localizado no Tatuapé. O primeiro jogo oficial será feminino, colocando frente a frente o Complexo Parque Santo Antônio contra a AD São Caetano Golaço.
Já a estreia da categoria masculina acontece uma semana depois, no dia 24 de outubro. O duelo inaugural será entre a Associação Esportiva Codó e o Negritude Futebol Clube. A partida ocorrerá na Arena Airton de Oliveira, em Guaianases, com início às 9h.
Formato das partidas e fases de classificação
As duas categorias do torneio possuem formatos distintos. No masculino, dez equipes se enfrentam em jogos eliminatórios na primeira rodada. As cinco equipes vencedoras avançam para a próxima fase, somando-se ao Capital United, que já está classificado e foi sorteado para ir direto à segunda fase.
A primeira rodada masculina foi definida em Congresso Técnico e as seguintes partidas estão confirmadas:
- Associação Esportiva Codó contra Negritude Futebol Clube
- Associação Atlética Facavi contra Esporte Clube Itaquerense
- Sociedade Esportiva Shallon contra Complexo Marcos Freire
- Grêmio Botafogo Futebol Clube contra Projeto Elite Craques do Futuro
- Sociedade Esportiva Paulistinha contra Sport Clube Pimentas
Na segunda fase, as seis equipes restantes são distribuídas em duas chaves com três times cada. Cada equipe joga uma única vez contra os times da chave oposta. Os líderes de cada grupo avançam para a grande final, que será disputada em partida única no dia 5 de dezembro, às 13h, em local ainda a ser definido.
Desenvolvimento da competição no futebol feminino
No futebol feminino, seis equipes são divididas em duas chaves de três times cada. Na primeira fase, cada elenco enfrenta uma única vez os três times da chave oposta. Ao término dos confrontos de grupo, os primeiros colocados de cada chave avançam diretamente para a decisão do campeonato.
A composição dos grupos femininos foi definida da seguinte forma. A chave A é composta por Helenense Futebol Clube, Complexo Parque Santo Antônio e Sport Club Pimentas. Na chave B, estão a Associação Tiger Futsal, AD São Caetano Golaço e Negritude Futebol Clube.
A final feminina terá um formato diferente, com jogos de ida e volta. A primeira partida está marcada para 29 de novembro, às 11h. A segunda e decisiva partida será em 5 de dezembro, também às 11h. Os locais dessas finais ainda serão anunciados pela organização.
Legado da primeira edição e resultados sociais
Esta segunda edição é a sequência da competição que uniu jovens atletas de conjuntos habitacionais no segundo semestre de 2025. Na primeira temporada, os campeões foram o Vamo Q Vamo, no masculino, e o Helenense F.C., no feminino, ambos representando a zona leste. Os atletas mais brilhantes da categoria masculina foram selecionados para integrar uma seleção da CDHU, que disputou jogos amistosos contra as categorias de base de clubes tradicionais como Santos, Mirassol, Juventus e Portuguesa.
Sobre a iniciativa e o impacto social
A Copa CDHU faz parte do projeto “Zona Leste Somos Nós”, que ultrapassa a simples questão da moradia. O projeto agrupa ações focadas no desenvolvimento social, econômico e cultural da região, buscando criar oportunidades e estimular a convivência em ambientes saudáveis para os moradores.
O impacto positivo da Copa CDHU foi recentemente avaliado por uma pesquisa realizada em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisa Econômicas (FIPE). O estudo, apresentado em agosto, ouviu 487 atletas que participaram da primeira edição. Dentre eles, 36,5% são moradores de conjuntos habitacionais. A idade média dos participantes foi de 16 anos.
Os dados indicam que a competição foi vista pelos atletas como uma chance de aproximação entre diferentes bairros. Para os jovens entrevistados, a Copa ajudou a fortalecer o engajamento entre as comunidades, além de gerar novas oportunidades de crescimento pessoal e profissional.
A parte qualitativa da avaliação foi feita através de conversas com grupos focais, que incluíam dirigentes, técnicos, coordenadores de clubes, pais e torcedores. A metodologia permitiu coletar dados sobre as interações entre os participantes. Os principais indicadores analisados foram o sentimento de pertencimento ao território, a ampliação das redes de integração, a cooperação comunitária, o engajamento esportivo, a autoestima, a percepção de talentos e o desenvolvimento pessoal.
Fonte: Site BRA1

